Me revolto. Com o mundo; com as injustiças; com a incapacidade de decifrar certas coisas (e pessoas!); com o cansaço que me consome; com as músicas, insuficientemente claras e objetivas pra explicar o que eu sinto; com o "Destino", que vive me pregando peças das mais sem-graça; com as músicas, mais uma vez, por tentarem me dizer alguma coisa que eu simplesmente não entendo; com meu coração, que parece nunca aprender com o que vive.
Enfim, me revolto comigo. Por não conseguir me livrar do que me incomoda; por não conseguir lidar com o que tenho; por não conseguir conquistar o que quero; pela capacidade extraordinária de perder o que conquistei; por não conseguir mudar o que espero das pessoas – e assim sempre esperar mais do que elas podem dar; por não ser uma líder assim tão boa; por fracassar quando acho que vou ter sucesso; por não conseguir escrever mais no meu próprio blog; por não atingir objetivos impostos por mim mesma; ah, e por ser uma idiota completa. e uma louca desvairada.
E quando eu estiver triste, simplesmente me abrace. E quando eu estiver louco, subitamente se afaste. Quando eu estiver fogo, suavemente se encaixe. E quando eu estiver triste, simplesmente me abrace. Quando eu estiver louco, subitamente se afaste. Quando eu estiver bobo, sutilmente disfarce. Mas quando eu estiver morto, suplico que não me mate não, dentro de ti, dentro de ti. Mesmo que o mundo acabe enfim. Dentro de tudo que cabe em ti. Mesmo que o mundo acabe enfim. Dentro de tudo que cabe em ti. E quando eu estiver triste, simplesmente me abrace. Quando eu estiver louco, subitamente se afaste. Quando eu estiver bobo, sutilmente disfarce. Mas quando eu estiver morto, suplico que não me mate não, dentro de ti, dentro de ti. Mesmo que o mundo acabe enfim. Dentro de tudo que cabe em ti. Mesmo que o mundo acabe enfim. Dentro de tudo que cabe em ti.

